Isaac Asimov Hall of Fame“Não tenho medo dos computadores. Tenho medo é da falta deles”.

O autor desta citação é Isaac Asimov, um firme defensor da tecnologia e da robótica ao serviço do ser humano. Demonstrou-o na sua prolífica coleção de ficção científica, na qual imaginou mundos futuristas, nos quais os seres humanos convivem com os robots.

Este escritor e divulgador científico nasceu em 1920 na Rússia mas, em 1923, mudou-se com a sua família para Brooklyn, em Nova Iorque. O pequeno e precoce Asimov aprendeu a escrever e a ler sozinho e devorava as publicações de ficção científica que o seu pai vendia nas lojas de doces que geria.

Por isso, em 1939, para além de se formar em bioquímica na Universidade de Columbia, começou a publicar contos. Neles, reflete o seu conhecimento e a sua visão sobre um futuro em que os avanços tecnológicos e científicos trazem alterações profundas na organização social.

Isaac Asimov

Nos seus conjuntos de relatos Eu, Robot (1950) ou O segundo livro de robots (1964), Asimov dá a conhecer as suas três leis da robótica que se podem resumir numa só frase: um robot deve sempre obedecer e proteger o ser humano e nunca causar-lhe danos. Estas premissas estão patentes no filme Eu, Robot, baseado nos seus escritos e que estreou em 2004.

Em 1954, começa a publicar a sua obra mais famosa, a Trilogia das Fundações, que se divide nas publicações Fundação, Fundação e Império e Segunda Fundação.

Vencedora do prestigioso Prémio Hugo em 1966 na categoria de “Melhor série de ficção científica de todos os tempos”, o seu protagonista é Hari Seldon, um psico-historiador que decide criar uma fundação num extremo da galáxia após ter profetizado a queda do Império e o possível retorno à barbaridade.

Em todas as suas obras, Asimov reflete a sua ideia de progresso associado à ciência e à tecnologia. Humanos e robots são os protagonistas das suas obras e podemos apreciar o ambiente político nelas.

Outros dos seus títulos mais famosos são As cavernas de aço (1954) e Ameaça dos Robots (1957).

Asimov era humanista, racionalista e um grande divulgador de ciência, pois explicava de uma forma simples e familiar, tópicos de grande complexidade.

Não foi apenas autor de ficção científica, mas também de ensaios e colunas em revistas científicas. No Guia Asimov para a Bíblia (1967), o autor faz uma interpretação

racional da Bíblia, explicando o contexto histórico, as suas influências políticas e estabelece hipóteses sobre quem poderá ter sido o respetivo autor.

Também podemos considerá-lo um visionário. Numa entrevista de televisão de 1988, fala de um futuro com computadores conectados a partir de casa a enormes bibliotecas, ou seja, previu a chegada da Internet.

Também defendia o acesso a fontes informativas e a utilização da tecnologia como uma forma de melhorar a educação.

Asimov morre a 6 de abril de 1992, em Nova Iorque, aos 72 anos. A sua influência e o seu legado são inegáveis, como se pode verificar no cinema e na literatura. Se hoje estivesse entre nós, estaria certamente a desfrutar da Internet, confirmando que a tecnologia e a robótica, como previu, facilitam e melhoram a vida do ser humano.